16/01/2017 às 15h53min - Atualizada em 16/01/2017 às 15h53min

Quase 40% dos radares da cidade do Rio estão desligados

Extra

Pardal na Rua do Catete não está multando Foto: Urbano Erbiste / Extra - Cidade 

A fiscalização aos infratores de trânsito está mais frouxa no Rio: 365 pardais estão desligados na cidade, de acordo com dados obtidos com exclusividade pelo EXTRA. Isso corresponde a 39% de todos os 926 equipamentos de fiscalização no município. E a situação deve se arrastar: o cenário herdado da antiga prefeitura ainda será analisado pela nova gestão da Secretaria municipal de Transportes.

Esses radares monitoram excesso de velocidade, , invasão de faixas exclusivas, circulação em horários proibidos e conversão proibida, além de lombadas eletrônicas.

 

Os problemas são contratuais. Cinco acordos com empresas foram suspensos no ano passado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) da cidade. De acordo com empresas do setor, a decisão teria sido diretamente pelo prefeito Eduardo Paes, em outubro do ano passado, que regularia questões do orçamento do município. A suspensão de contratos também foi decretada em outras áreas da administração pública, como no setor de obras — segundo a atual administração, 93 construções estão paradas por determinação da antiga gestão.
 

De acordo com os editais da contratação desses radares, realizados entre 2011 e 2016, os aparelhos ficavam instalados em diferentes pontos da cidade, inclusive em vias importantes como avenidas das Américas, Borges de Medeiros, Epitácio Pessoa, Dom Hélder Câmara e Presidente Vargas.

Além disso, dois contratos (consórcios SGB Transcarioca e Guarda Bem Serget) foram finalizados no fim do ano passado e não foram renovados.

— A ideia não é ficar cobrando multa, mas educar. Estamos estudando a forma desses radares serem utilizados — diz o secretário de Transportes e engenheiro de tráfego, Fernando Mac Dowell.

A nova presidente da CET-Rio, Virgínia Maria Salerno Soares, afirmou que não sabia a razão da suspensão dos contratos. O EXTRA conversou com a funcionária de carreira do órgão na última quinta-feira, um dia depois dela ter sido nomeada para o cargo.

— Estou me inteirando agora da situação da CET-Rio. Ainda não sei porque esses contratos foram suspensos — afirmou Virgínia Soares.

Antes dela assumir a presidência do órgão, o cargo ficou provisoriamente com Paulo Cézar Ribeiro, professor da Coppe/UFRJ. Ele havia sido anunciado pelo secretário Mac Dowell e chegou a trabalhar por quase dez dias, mas não ficou com a vaga.

Crivella afirmou que Paulo Cézar não foi nomeado por uma “doença grave”. No entanto, o professor da Coppe desmentiu o prefeito. A secretaria, depois, afirmou que o problema era contratual: ela teria que pagar o salário dele de presidente da CET-Rio e o de professor universitário.

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