03/04/2017 às 09h47min - Atualizada em 03/04/2017 às 09h47min

Policial lutadora em ‘A força do querer’, Paolla Oliveira defende feminismo e diz pensar sobre maternidade

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Prepare-se, Ronda Rousey, porque Paolla Oliveira está chegando! Hoje à noite, em “A força do querer”, a atriz encarna Jeiza, sua nova personagem, toda trabalhada na força e, é claro, nos hematomas.

— Não mexe com ela, não, que você vai ver! — avisa a atriz, intérprete de uma oficial do Batalhão de Ações com Cães (BAC) com o sonho de se profissionalizar na luta de MMA (Mixed Marcial Arts): — Foi divertido e um pouco dolorido entrar nesse mundo.

Por sete meses, Paolla teve aulas de defesa pessoal, de artes marciais, emagreceu, pegou em armas e foi acompanhada pela Major Elaine Baldanza, oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro:

— No BAC, tive curiosidade sobre como era a postura das mulheres e dos homens. Vi muita integração. É bom quando você vê igualdade em espaços como esse.

Filha de um policial militar na vida real e irmã de dois homens, a atriz conta que, em casa, na luta por espaço, ganhou cinturão de campeã:

— Eu briguei por cada voz que tive, ensinei meus irmãos a agirem diferente, a não tratarem mal a namorada... A luta do feminismo é todo dia. Minha parte eu fiz. O que veio para mim de masculino não ficou masculino nem feminino, mas humano.

Fora do ambiente familiar, a artista analisa outro viés na luta feminista:

— É bom olhar para trás e ver o caminho percorrido. A gente só consegue caminhar quando vê o que conquistou. Nós (mulheres) já conquistamos muito. A geração da minha mãe, a minha... Eu espero que a vitória esteja nos nossos sorrisos, se não a gente fica sempre insatisfeito, só querendo mais.

Se os anseios de Paolla estão equilibrados, os de Jeiza não têm limite. Na trama, a personagem mostra insatisfação com as desconfianças do namorado Vitor (Alejandro Claveux) no início da história e, logo, dá fim ao relacionamento. Mais adiante, uma paixão por Zeca (Marco Pigossi) toma conta e a leva ao triângulo amoroso com Ritinha (Isis Valverde), noiva do caminhoneiro.

— Eles se encontram e, de cara, se detestam porque são muito parecidos. Acontece um amor às avessas — adianta a namorada do diretor da trama, Rogério Gomes, assumindo que o assunto maternidade já passa pela sua cabeça: — O pensamento existe para qualquer mulher, seja para decidir que sim ou que não. Isso está nos meus pensamentos.

Quatro vezes Paolla

Louríssima

Além das transformações físicas naturais após começar a lutar, Paolla Oliveira clareou ainda mais o cabelo para o papel: “Estou me sentindo mais eu porque sou loura. Então, quando eu boto o cabelo escuro é que fico bem diferente. Mas é verdade que nunca fui tão loura. Eu me olho no espelho e penso: “Jesus, o que aconteceu? (risos)”.

Paolla Oliveira fala que cabellos louríssimos a surpreenderam


 

Mais confiante

Madura, a atriz afirma que a experiência a deixa mais segura quando o assunto é seu visual: “Vou fazer um ‘negódi’ de 35 anos, né, gente? (risos). Mas mudar, adquirir força nas opiniões, no que quer, no que não quer, também traz o estilo de vida que a gente quer mostrar’’.

Paixão por jiu-jítsu

Com a iniciação na prática de luta, a artista viu os números da balança diminuírem:

“A luta realmente dá uma diferença: eu ganhei um pouco mais de tônus, de músculo, porque é muito esforço. É diferente da esteira e da musculação que eu faço há anos. Mas continuo com a malhação. A idade vai andando e ela vai caminhando junto. E estou apaixonada pelo jiu-jítsu. Acho que vou levar para a vida”.

Em alta definição

Vestindo 36, Paolla afirma que a preocupação com a imagem tem uma origem bastante específica: “Dei uma secada por uma coisa que se chama HD. Essa televisão é que deixa a gente assim. Se estou deste jeito, é para entrar ali (risos)”.

Parceiro canino

Como a personagem oficial do Batalhão de Ações com Cães, a atriz anda para cima e para baixo com um amiguinho de quatro patas. Iron, um pastor-belga Malinois, ganhou a confiança da loura, após dias de convivência nos sets de gravação da história.

— Trabalhar com o meu companheirinho de cena me deu um pouco de trabalho, mas foi uma delícia! — entrega Paolla, sobre o cachorro de 7 anos que pertence oficialmente ao BAC, e é treinado para farejar armas e drogas. O bichinho deve se aposentar este ano.

Apesar do convívio com o cachorro, é por um gato que Jeiza vai babar na novela. Marco Pigossi, na pele de Zeca, vai viver um romance animal com a policial, já que o caminhoneiro de pensamento machista não entende a paixão da jovem pela luta:

— Ela é policial e lutadora. Como esse cara lida com isso? Ele diz a Jeiza: “mulher não é feita para brigar’’. Zeca não entende, mas morando na cidade grande, tem que expandir a cabeça.

Jeiza não se segura e, em uma das cenas, deixa claro pra ele:

“Ainda bem que eu não sou sua!”.

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